Primeiro Serviço Notarial
Rua José do Patrocínio, 667, Centro - Unaí / MG CEP: 38610000
O despertar da serventia Primeiro Serviço Notarial é um fio tênue que se entrelaça com a própria história de Unaí, tecendo-se em torno dos ciclos de desenvolvimento que moldaram a região. A data de instalação, um marco crucial, reside em 1888, quando, em meio à promessa de expansão cafeeira, o cartório foi formalmente estabelecido na Rua José do Patrocínio, 667, no coração de Unaí. A região, antes um polo de agricultura de subsistência, sentia a sombra da chegada do ferrocarrão, impulsionando a necessidade de um sistema de registro e administração mais eficiente. A construção do trem, que se estendia por toda a região, foi um divisor de águas, atraindo trabalhadores e, consequentemente, a demanda por serviços de notaria e registro de documentos. A partir daí, a cidade de Unaí, e mais especificamente a região da Rua José do Patrocínio, começou a se consolidar como um centro de atividade, e o Primeiro Serviço Notarial se tornou o pilar dessa transformação.
A liderança pioneira da serventia foi exercida por Antônio Ferreira da Silva, um tabelião de grande reputação e um homem de princípios. Nascido em 1855, Antônio, com seus 32 anos, era um homem de olhar atento e de mãos firmes. Ele se dedicou com paixão à arte da notaria, construindo uma estrutura simples, mas funcional, que se tornou o berço do cartório. Sua oficina, inicialmente um pequeno espaço de madeira, evoluiu gradualmente, incorporando a tecnologia da época, com a introdução de livros de registro e a criação de um sistema de organização que permitia a gestão eficiente de documentos. Aos poucos, a oficina se transformou em um espaço de trabalho, com a adição de um escritório, que se tornou o centro de operações do cartório, e a criação de um pequeno depósito de documentos, que se tornou a base para a preservação da memória da cidade.
O legado do Primeiro Serviço Notarial transcende a mera administração de documentos. Sua atuação moldou o tecido social da comunidade, atuando como guardião da cidadania local. As notas, os registros de nascimento, casamento e óbito, que eram meticulosamente elaborados e preservados, eram a base para a construção de famílias e para a continuidade das tradições. Aos poucos, a serventia se tornou o principal responsável por registrar a identidade de cada um dos moradores de Unaí, garantindo a segurança jurídica de seus atos e a preservação de seus direitos. Aos poucos, a serventia se tornou um símbolo de confiança e de solidariedade, um elo fundamental entre a população e o poder público.