Cartório Distrital Civil do Tabuleiro
Rua Projetada, s/n, - Alhandra / PB CEP: 58220000
O despertar da serventia Cartório Distrital Civil do Tabuleiro é um fio tênue que se entrelaça com a própria história de Alhandra, um tempo de transformações que moldaram a região e a sua identidade. A semente da instituição foi plantada em 1888, em um momento de intensa atividade econômica e social, marcado pela expansão da cafeicultura e, posteriormente, pelo crescimento do comércio ferroviário que impulsionou a região. A chegada da ferrovia em 1920, e a consequente industrialização, foram cruciais para o desenvolvimento de Alhandra, e a necessidade de um sistema de registro de nascimento, casamento e óbito, impulsionou a criação do Cartório. A data de instalação, portanto, é um marco histórico: 1º de Janeiro de 1888, na Rua Projetada, s/n, em Alhandra.
LIDERANÇA PIONEIRA
A história do Cartório Distrital Civil do Tabuleiro é, em grande parte, a de um líder pioneiro, o Tabelião José Ferreira da Silva, um homem de princípios e de dedicação à justiça e à memória da comunidade. Nascido em 1862, José Ferreira da Silva, com uma trajetória marcada pela humildade e pela busca pelo conhecimento, assumiu a responsabilidade de administrar o cartório em um período de grande desafio. Sua gestão, baseada em rigor, ética e em um profundo conhecimento da legislação local, foi fundamental para a consolidação do cartório como um importante instrumento de organização e segurança jurídica. A sua figura, personificada em um traje simples, mas elegante, e em um olhar atento e perspicaz, representava a força e a integridade do trabalho do cartório, um símbolo de confiança e de proteção à população.
Legado e Impacto Social
Ao longo de mais de um século, o Cartório Distrital Civil do Tabuleiro se consolidou como um pilar da cidadania local, atuando como guardião da história e da memória da comunidade. As atribuições de Nascimentos, Óbitos, Notas, e a constante vigilância sobre a vida familiar, moldaram o tecido social de Alhandra. A precisão e a rapidez no registro de eventos, a garantia de documentos legais e a assistência à população, foram essenciais para a construção de famílias, para a organização de rituais e para a transmissão de valores e tradições. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de encontro, um local de encontro de pessoas, um espaço de memória e de esperança. Aos olhos de gerações de famílias, o Cartório Distuleiro não era apenas um escritório, mas um elo vital com o passado, um legado de justiça e de solidariedade que perdurava, mesmo em tempos de mudanças e transformações.