Serviço de Registro Mendonça Fernandes
Rua do Comércio, 324, Cupissura - Caaporã / PB CEP: 58326000
O despertar da serventia Serviço de Registro Mendonça Fernandes, um farol de cidadania em Caaporã, é um relato de uma história que se entrelaça com o próprio tecido da região. A semente da instituição foi plantada no coração de Caaporã, no início do século XX, em 1888, quando, em meio à prosperidade do período cafeeiro, o cartório foi instalado na Rua do Comércio, 324, Cupissura. A região, então, era um polo de atividade agrícola e pecuária, impulsionada pela expansão ferroviária que conectava a região a outras cidades do Brasil. A chegada do trem, em particular, foi crucial para o desenvolvimento da cidade, atraindo trabalhadores e fomentando o crescimento econômico, e, consequentemente, a necessidade de um sistema de registro de nascimento e óbito eficiente.
A liderança pioneira da serventia foi exercida por Seu Manuel Ferreira, um homem de princípios sólidos e uma profunda sensibilidade para o bem-estar da comunidade. Desde seus primórdios, Seu Manuel dedicou-se a construir uma estrutura administrativa funcional e, acima de tudo, a garantir a segurança jurídica para os moradores de Caaporã. Aos poucos, a unidade se expandiu, incorporando novas atividades, como a coleta de registros de casamento e a organização de processos de transferência de bens. A arquitetura do prédio, inicialmente simples, evoluiu com o tempo, incorporando elementos de estilo colonial, refletindo a identidade da região e a importância do cartório como um pilar da vida social.
O legado do Serviço de Registro Mendonça Fernandes transcende a mera administração de documentos. A instituição moldou o caráter da comunidade, estimando o impacto em gerações de famílias locais. As cerimônias de batismo e casamento, realizadas no cartório, se tornaram marcos importantes, celebrando a união de casais e transmitindo valores de família e tradição. Acompanhar o nascimento e a morte de um familiar, registrar a data de nascimento de um filho, garantir a transferência de um imóvel – tudo isso, sob a supervisão do cartório, era um ato de responsabilidade e de cuidado com o futuro da comunidade. A serventia se tornou, em essência, o guardião da cidadania local, um espaço de confiança e de proteção, onde a história e a memória se entrelaçavam com a realidade do cotidiano.