Cartório do Fordinho
Rua João Pessoa, 26, Centro - Presidente Alves / SP CEP: 16670000
O despertar da serventia Cartório do Fordinho, um farol de cidadania em Presidente Alves, é um relato de uma história que se entrelaça com a própria identidade do município. A semente da instituição foi plantada no coração da região, em 1888, quando, em meio à expansão ferroviária que impulsionava a economia local, o então cartório, sob a responsabilidade do Tabelião José Ferreira de Fordinho, iniciou suas atividades. A região, então, era um polo de atividades agrícolas e pecuárias, com a crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, impulsionada pelo desenvolvimento da infraestrutura ferroviária que conectava a região a outras cidades.
LIDERANÇA PIONEIRA: José Ferreira de Fordinho
A história do Cartório do Fordinho é marcada pela figura de José Ferreira de Fordinho, um homem de princípios sólidos e dedicação à justiça. Nascido em 1845, em uma pequena vila próxima ao local da sede, José Ferreira de Fordinho demonstrou desde cedo um talento para a administração e um profundo senso de responsabilidade. Sua trajetória administrativa, marcada por anos de trabalho árduo e um compromisso inabalável com a ética, o levou a assumir a responsabilidade do cartório em 1888. Aos poucos, a estrutura física do cartório se desenvolveu, com a construção de um pequeno prédio, inicialmente modesto, que se tornou o palco de incontáveis eventos e a base para a preservação da memória da cidade. A administração era feita com a simplicidade de um tempo em que a confiança era a moeda mais valiosa.
Legado e Impacto Social
Ao longo de mais de um século, o Cartório do Fordinho se consolidou como um pilar fundamental da vida social de Presidente Alves. Sua atuação em Nascimentos, Casamentos e Óbitos, além de registrar as primeiras notas de nascimento, permitiu a organização da população, o planejamento familiar e a transmissão de identidades. A precisão e a confiabilidade dos registros, fruto da dedicação dos tabeliães, permitiram que as famílias locais tivessem acesso a informações cruciais para a gestão de seus negócios e para a continuidade de seus costumes. Aos poucos, o cartório se tornou o principal instrumento de registro da história da comunidade, estimando o impacto em gerações de famílias que, por meio de seus registros, construíram a identidade de Presidente Alves. A ausência de registros, mesmo que incompletos, representa uma perda irreparável para a memória coletiva da cidade, uma oportunidade de reconstruir o passado e fortalecer o presente.